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terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Jornada de Abertura das Atividades de 2018




OLÁ PESSOAL,

Pelo sexto ano consecutivo o Movimento Psicanalítico do ABC faz sua Jornada de Abertura de atividades. Este ano nosso tema é "A PSICANÁLISE IMPLICADA NO LAÇO SOCIAL", tema que trata da questão da indissolubilidade entre o sujeito e o laço.
Convidamos a todos os interessados em pensar esta questão a participarem da nossa jornada.
Neste ano contaremos com o lançamento do livro de MIRIAM DEBIEUX que foi prêmio Jabuti ano passado. Confira abaixo toda a programação da Jornada!

Evento Gratuito

As inscrições estão abertas e devem ser feitas pelo WhatsApp 9.4112.2152
As vagas são limitadas.


PROGRAMAÇÃO

8:30h – Credenciamento

9:00h – Abertura

9:10h – MESA 1: O Mundo do Trabalho do Ponto de Vista do Trabalhador: o rebaixamento das singularidades, por CAUÊ BORGES, Economista, ex-operário, autor de "Contos de Trabalho, Capital e Cotidiano" e do infanto-juvenil "Jean-Jacques Rouaseau". Participa de debates e festivais literários no Brasil e exterior, como Feira do Livro de Porto Alegre, Poços de Caldas e Salão do Livro de Genebra.

10:40h – Coffe Break

11:00h – MESA 2: A clínica e o laço social: casos clínicos
• "A representação do inconsciente na psicanálise infantil" por MARCIA MUNHOZ, Psicóloga com formação em Psicanálise, atua com atendimento clínico e coordenadora de grupo de estudos.
• "A importância do Diagnóstico diferencial no sujeito psicótico" por NATALIA TRINCA,Psicóloga, Psicanalista e integrante do Movimento Psicanalítico do ABC.

12:15h – Almoço

14:00h – Lançamento do livro “A Clínica Psicanalítica em Face da Dimensão Sociopolítica do Sofrimento" (prêmio Jabuti 2017 pela Editora Escuta) e conferência com a autora MIRIAM DEBIEUX, psicanalista, professora do Programa de Psicologia Clínica da USP, onde coordena o Laboratório de Psicanálise e Sociedade orientando mestrados e doutorados. Autora dos livros: “Histórias que não se contam: psicanálise com crianças e adolescentes”, “Debates sobre a Adolescência Contemporânea e o Laço Social”, “Desejo e Política: desafios e perspectivas no campo da imigração e refúgio”.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

VII SEMINÁRIO DA EPFCL NO ABC



VII SEMINÁRIO DA ESCOLA DE PSICANÁLISE DOS FÓRUNS DO CAMPO LACANIANO BRASIL E DO FÓRUM DO CAMPO LACANIANO SÃO PAULO NO ABC: "O CORPO E OS ADVENTOS DO REAL"
III ESPAÇO ESCOLA NO ABC: "A TRANSMISSÃO DA CLÍNICA E O PASSE"

Olá a todas e todos,

Pelo sexto ano consecutivo o Movimento Psicanalítico do ABC receberá o Seminário da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano-BRASIL/FCL-SP no ABC e o tema deste ano será “O corpo e os adventos do real”.
Adventos do real na experiência psicanalítica sugere que algo de real irrompe, de forma esperada ou inesperada, como acontecimento que marca o corpo em forma de repetição do sintoma determinado pelos modos de gozo. Lacan, no desenvolvimento do seu pensamento, vai além do orgânico apontado pela ciência e do modelo freudiano como pulsional, erógeno, assinalando o corpo vinculado ao gozo, corpo advindo da consequência do significante fornecido pelo Outro e incorporado pelo sujeito, cabendo ao sujeito nomeá-lo através da linguagem. Mas que real é este, ao qual nosso corpo responde?
Após cada conferência do Seminário teremos o "Espaço Escola”, pelo terceiro ano consecutivo, com o tema “A transmissão da clínica e o passe", tema que nos instiga a pensar o que é um fim de análise e como se transmite a clínica a partir dele.
Convidamos a todos os interessados em pensar estas questões a participarem dos nossos encontros que acontecerão neste ano, uma vez por mês, conforme as datas divulgadas no folder.
As inscrições já estão abertas e devem ser feitas pelo e-mail brendalidias@hotmail.com ou pelo WhatsApp 9.4112.2152
As vagas são limitadas.

Horário: Sábados, mensalmente das 13:30h às 17:30h

14 de abril – Christian Dunker 
12 de maio – Clarissa Metzger / Daniele Salfatis
26 de maio – Gláucia Nagem
09 de junho – Tatiana Assadi
25 de agosto – Beatriz Oliveira
29 de setembro  Ana Paula Gianesi / Ida Freitas
27 de outubro – Silvana Pessoa / Adriana Grosman

COORDENAÇÃO:

Coordenadora EPFCL-BRASIL
Rosane Melo

Coordenadora FCL-SP
Beatriz Almeida

Coordenadora local FCL-SP
Brendali Dias

Colaboração
Felipe Augusto de Oliveira
Patricia Spessi
Raul Bertolucci Fernandes

Foto
“Corpo e estrutura”, Rafael Lima

INFORMAÇÕES:

Local
Rua Coronel Ortiz, 272, Centro, Santo André – SP

Horários
Conferência das 13:30h às 15:30h
Espaço Escola das 16:00h às 17:30h

Investimento único para todos os encontros:
R$ 250,00 à vista ou em 3x de 85,00 reais c/ cheque

Inscrições
E-mail: brendalidias@hotmail.com
WhatsApp: 94112.2152

Mais informações sobre a EPFCL acesse:
www.campolacaniano.com.br

sábado, 18 de novembro de 2017

Jornada de encerramento de 2017.




O Movimento Psicanalítico do ABC convida a todas (os) para a jornada de encerramento dos trabalhos do ano de 2017 no próximo sábado, 25/11 das 8:45h às 12:30h.
Nesta data contaremos também com apresentações de trabalhos de jovens psicanalistas com o intuito de abrir espaço para novas perspectivas teóricas e novas laços de transferências de trabalho, além de proporcionar um espaço de fala para os novos profissionais que estão surgindo diante das demandas sociais e do compromisso ético da psicanálise para com o "desejo do sujeito".
Inscrições pelo WhatsApp 9.4112-2152 ou email movimentopsicanaliticodoabc@gmail.com

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

O que Lacan pensava de Lacan

Por: Vladimir Safatle

"Bastam dez anos para que o que escrevo se torne claro a todos." Com essas palavras, Jacques Lacan (1901-81) encerrava em 1971 uma rara entrevista dada à televisão francesa. Mais de 35 anos se passaram e não podemos dizer que sua premonição tenha se realizado, embora ela contenha algo de verdadeiro. Pois mesmo que Lacan ainda seja um autor cujo estilo elíptico desconcerta e afasta, é certo que sua importância intelectual foi paulatinamente sendo reconhecida.

Não se trata apenas de insistir aqui na relevância de suas posições no debate sobre a clínica psicanalítica nas últimas décadas. Trata-se de sublinhar como Lacan também se tornou um interlocutor privilegiado em reflexões contemporâneas sobre filosofia, teoria literária, crítica de arte, política e teoria social. Neste sentido, ele talvez tenha sido o único psicanalista, juntamente com Sigmund Freud (1856-1939), capaz de transformar sua obra em passagem obrigatória para aqueles cujas preocupações não se restringem apenas à clínica, mas dizem respeito a um campo amplo de produções socioculturais vinculadas aos modos de auto compreensão do presente com suas expectativas e impasses.

No entanto, isto só foi possível porque sua noção de clínica sempre guardou uma série de peculiaridades, mesmo conservando os dois princípios fundamentais para a constituição da práxis analítica desde Freud, a saber, ser radicalmente desmedicalizada e reduzir o campo de intervenção à dimensão da relação psicanalista-paciente. Começar lembrando alguns pressupostos da clínica lacaniana talvez seja uma boa estratégia para introduzir o sentido de sua experiência intelectual, assim como explicar as causas de sua ampla recepção. Uma estratégia ainda mais relevante se levarmos em conta que vivemos em uma época que assiste sucessivas tentativas de desqualificação pura e simples da racionalidade da clínica psicanalítica.

A partir dos anos 80 e principalmente depois da década de 1990, parecia consensual a noção de que a psicanálise entrara em "crise". Ultrapassada pelo avanço de novas gerações de antidepressivos, ansiolíticos, neurolépticos e afins, a psicanálise foi vista por muitos como uma prática terapêutica longa, cara, com resultados duvidosos e sem fundamentação epistemológica clara. Muitas vezes, psicanalistas foram descritos como irresponsáveis por não compreenderem, por exemplo, que patologias como ansiedade e depressão seriam resultados de distúrbios orgânicos e nada teriam a ver com noções "fluidas" como "posição subjetiva frente ao desejo".

Por sua vez, a insistência em continuar operando com grandes estruturas nosográficas (relativas à descrição ou explicação das doenças), como histeria, neurose, perversão ou melancolia, parecia resultado de um autismo conceitual que impedia a psicanálise de compreender os avanços do DSM III na catalogação científica das ditas afecções mentais com suas "síndromes" e "transtornos" relacionados a órgãos ou funções mentais específicos.

Nesse contexto, a noção de cura de afecções e patologias mentais parecia enfim encontrar um solo seguro. O desenvolvimento das ciências cognitivas, em especial das neurociências, teria permitido certa redução materialista capaz de demonstrar como todo estado mental (crenças, desejos, sentimentos etc.) seria apenas uma maneira "metafórica" de descrever estados cerebrais (configurações neuronais) cuja realidade é física. Com isso, estavam abertas as portas para que a própria noção de doença mental pudesse ser tratada como distúrbio fisiologicamente localizável, ou seja, como aquilo que se submete diretamente à medicalização.

A clínica, por ter sua racionalidade submetida a uma fisiologia elaborada, poderia, a partir de então, aparecer como o setor aplicado de uma farmacologia. Lacan, desde sua tese de doutorado em psiquiatria, de 1932, insistia na inadequação de perspectivas fundadas nessas reduções materialistas dos fenômenos mentais. É a consciência dessa inadequação que o levará a assumir a carreira de psicanalista.

Tal consciência o levará também a tentar reconstruir os padrões fundamentais de racionalidade das práticas clínicas, através da defesa de um conceito de sujeito não redutível a qualquer forma de materialismo neuronal. Ou seja, quando Lacan decide-se pela psicanálise, logo após a defesa de sua tese em psiquiatria, ele já tem um problema armado que, a partir de então, guiará sua experiência intelectual. Um problema que guarda estranha atualidade, se levarmos em conta os desenvolvimentos posteriores da psiquiatria em direção a uma reconstituição de suas práticas a partir da farmacologia.

É verdade que a clínica e a teoria lacanianas serão radicalmente modificadas ao longo dos anos. Mas nada entenderemos do sentido dessas modificações se não tivermos uma noção clara do processo de desenvolvimento do pensamento lacaniano desde seu início. Assim, vale a pena descrever esses primeiros passos, a fim de identificar a razão pela qual suas reflexões clínicas se transformaram em referência maior para as estratégias de autocompreensão do presente. Tais considerações servem ainda como resposta à questão sobre como começar a ler sua obra. Por mais estranho que possa parecer, devemos começar a ler Lacan pelo começo.

Nada melhor do que seguir o desenvolvimento cronológico de sua experiência intelectual a fim de determinar o processo de formação de seus conceitos e problemas. Embora sua obra vá modi - ficando paulatinamente o campo de interlocuções, as estratégias de problematização e o estilo de sua escrita, é inegável o esforço lacaniano em integrar desenvolvimentos recentes de seu pensamento a elaborações mais antigas. Esse é um ponto importante, porque a recorrência de certas questões é o que dá unidade a uma verdadeira experiência intelectual. Nesse sentido, devemos sempre nos perguntar: quais são as questões fundamentais que animam a trajetória lacaniana? Uma delas, sem dúvida, é a crítica à aplicação de um materialismo reducionista às clínicas dos fatos mentais.

Fonte: Vladimir Safatle, in: Lacan, Ed. Publifolha


Seminário EPFCL/FCL-SP no ABC


Olá a todas e todos
Pelo sexto ano consecutivo vamos receber o Seminário da EPFCL-BRASIL/FCL-SP no ABC, o tema de 2017 será “Sexuação e Identidades”!
As inscrições já estão abertas e as vagas são limitadas
Segue informações e o folder do Seminário:

Datas e conferencistas:

25/ março :  Rosane Melo - (FCL - RJ)
29/ abril :  Antonio Quinet - (FCL - RJ)
27/ maio :  Ronaldo Torres - (FCL - SP)
24/ junho:  Gonçalo Galvão - (FCL - SP)
26/ agosto:  Luis Achilles Furtado - (FCL - CE)
30/ setembro:  Christian Dunker - (FCL - SP)
28/ outubro:  Raul Pacheco - (FCL - SP)
18/ novembro:  Beatriz Almeida - (FCL - SP)

Coordenação:
Coordenadora EPFCL-BRASIL: Rosane Melo
Coordenadora FCL-SP: Beatriz Almeida
Coordenadora Local: Brendali Dias
Colaboração local:  Renata Rampim, Isaias Ferreira e
João Felipe Domiciano

Outras informações:
Local dos encontros: Rua Coronel Ortiz, 272, Centro, Santo André - SP.
Horários: Conferência do Seminário das 13:30h às 15:30h e
Espaço Escola: das 16:00h às 17:00h (Sempre aos Sábados).
Investimento único: para todos os encontros: R$ 250,00 à vista ou em 3x de 85,00 reais c/ cheque

Inscrições no email: brendalidias@hotmail.com
Whatsapp: (11) 94112-2152

terça-feira, 1 de março de 2016

V SEMINÁRIO DA EPFCL-BRASIL / FCL SÃO PAULO NO ABC


Tema 2016: O diagnóstico da perversão na clínica psicanalítica


Coordenação EPFCL - Brasil: Sandra Mara
Coordenação FCL-SP: Gláucia Nagem
Coordenação no ABC pelo FCL-SP: Brendali Dias
Colaboração no ABC: Flávia Reigado, Patrícia Spessi e Raquel Schimidt

Os seminários da Escola de Psicanálise dos Fóruns do Campo Lacaniano Brasil (EPFCL-Brasil) no ABC foram criados a partir da transferência de trabalho de colegas psicanalistas da região, com esta associação a partir do Fórum do Campo Lacaniano São Paulo (FCL-SP), que dá suporte aos seminários visando manter a interlocução destes psicanalistas com as instâncias  do Fórum a partir dos 3 eixos que o norteiam: a crítica, a articulação com outros discursos e a polarização em direção a uma Escola de Psicanálise.
Dialogando com os temas da EPFCL-Brasil  "Problemas cruciais para a psicanálise na atualidade" e do FCL-SP "Os desenlaces na clínica psicanalítica" nosso tema deste ano será "O diagnóstico da perversão na clínica psicanalítica". A escolha deste tema leva em conta a realidade institucional, em que muitos de nós trabalhamos e que nos confronta no cotidiano com discursos que assombram nosso imaginário através de relatos enigmáticos e angustiantes, inclusive podendo ser confundidos ou comparados, na comunidade analítica à psicopatia, sociopatia, personalidade antissocial, etc. Incluindo-se o fato de haver pouca produção teórica neste campo em comparação com a neurose e a psicose, propomos abordar esse complexo diagnóstico no decorrer do ano, visando desmistificar os assombros causados por essa estrutura.
Após cada conferência, sobre o tema apresentado, teremos o "Espaço Escola", que se trata de uma fala do conferencista sobre a escola de psicanálise. Todas (os) as (os) inscritas (os) no Seminário estão convidados a participar.

Conferencistas:

19 de março: Maria Lúcia Araújo
30 de abril: Dominique Fingerman
21 de maio: Christian Dunker
25 de junho: Gláucia Nagem
27 de agosto: Beatriz Oliveira
24 de setembro: Helena Bicalho
29 de outubro: Raul Pacheco

Mais informações:

Local dos encontros: Rua Coronel Ortiz, 272 - Centro - Santo André - SP
Horário: Conferência das 13:30h às 15:15h e Espaço Escola das 15:45h às 16:45h. (sempre aos sábados).
*Valor único para todos os encontros: R$ 200,00 à vista ou em 3x com cheque
*Inscrições pelo e-mail: brendalidias@hotmail.com

Mais informações sobre o Fórum do Campo Lacaniano acesse: www.campolacaniano.com.br